Porque acredito que devemos ter uma cidadania activa, porque não me conformo com as adversidades, e nem com o facto de Portugal estar como estar, decidi partilhar pensamentos e sentimentos, e porque acima de tudo todos nós temos o dever e o compromisso de ajudar/elevar Portugal!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
OE 2012 - 2 Parte
Em relação ao OE, propriamente dito, sinto-me completamente envergonhado de termos chegado a esta situação. Alegra-me saber que nunca fui parte do problema e sempre quis fazer parte da solução. Ao longo dos anos se não tivesse optado por ter sempre tudo declarado a nível pessoal e empresarial teria mais dinheiro no bolso, mas não teria a consciência tranquila. Custa-me mais uma vez que ataquem o bolso de eu e outra parte da população Portuguesa que sempre pagou os impostos, e que mais uma vez esses é que vão ser os principais prejudicados com estes impostos.
Não tenho respeito por algumas pessoas, perdoem-me a minha sinceridade mas é vergonhoso na semana passada as praias da linha de Carcavelos estarem cheias de pessoas. Se as crianças/adolescentes estão na escola, quem seriam aquelas pessoas afinal? Estrangeiros a passar férias? Não me parece. Parecem-me antes Portugueses que aproveitam-se de um beneficio social que devia ser a excepção e passou a ser a regra. Não compreendo as regras desse beneficio. Não compreendo como não se pode fiscalizar mais a legalidade desse beneficio. Não compreendo como não se consegue separar o trigo do joio. Ou seja aqueles que não conseguem arranjar mesmo emprego e aqueles que nem se dão ao trabalho de procurar trabalho.
Agora que as medidas são uma brutalidade são. Provavelmente conseguiria arranjar umas alternativas para taxar produtos de luxo a uma taxa superior, mas isso teria que ser visto sempre pelo lado da justiça da medida do que pela receita fiscal.
Acho que temos muito a fazer no que toca a gorduras do estado. O problema é que isso não se consegue de um dia para o outro. Foram pelo lado mais fácil mais uma vez, mas isso só terá resultados a longo prazo se tiverem a coragem de tomar decisões duras e difíceis na limpeza de organismos, fundações, instituições e por ai fora que tem que ser feito. Não concordo que se corte os subsídios a direito. Mais uma vez iremos prejudicar os bons funcionários para beneficiar os maus. Avaliação do trabalho será fundamental. Temos que mudar a lei e dar hipótese ao estado de reduzir a estrutura quando não precisa de tanta gente.
Temos que trabalhar mais 30´. Para alguns, será mais um ataque aos trabalhadores, o que concordo plenamente. A questão é que deixámos todos que Portugal chegasse a um ponto sem retorno. Ou pagamos e temos dinheiro para honrar os compromissos, ou bancarrota.
Falando em bancarrota e não ter dinheiro. Imaginem que o estado chega a um mês e não tem dinheiro para pagar aos seus funcionários publicos. Ou seja, professores, policias, militares, médicos sem receberem o retorno do seu trabalho. O estado a não pagar aos fornecedores. Esses dois factores levariam a que Portugal “fechasse”. Não duvidem e não brinquem com o fogo. Não foram os outros que levaram a que isto tivesse como está, fomos nós com ideias que somos um país rico, que cada terrinha tem que ter um campo de futebol sintético, que temos que ter 3 auto-estradas de Lisboa Porto, etc que nos metemos nesta situação.
Não tenho dúvidas que vai doer. Não tenho dúvidas que iremos entrar em recessão, não tenho dúvidas que teríamos que passar credibilidade lá fora, pois o preço a pagar de não cumprirmos era demasiado elevado.
Contudo, confio em nós, confio que temos tudo para sair do buraco onde estamos. É esta a altura de produzir mais, ter mais força de vontade, de lutar pelo sucesso de cada empresa que representamos, sabendo que se todos nós fizermos a nossa parte mais fácil e mais rápido sairemos do buraco onde estamos.
Não existem milagres e só com trabalho é que podemos chegar aonde queremos.
Hoje, uma das pessoas que mais admiro profissionalmente meteu um post no seu facebook com o qual concordo em absoluto e que não existe alternativa. Obrigado Pedro Ribeiro
“Recuso-me a deitar a toalha ao chão. Não seguirei profetas da desgraça nem vendedores de banha da cobra, mas continuo a acreditar que é possível fazer um país melhor e que a desgraça geral não é inevitável. Que cada um dê o seu melhor, para começar. Dar o litro, dia a dia, sem tréguas. Ser profissional, responsável, aplicado. e acreditar que há vida para lá das notícias de cortar os pulsos!”
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